Direto da China: Xangai é atração mundial

País já vende mais carros que EUA e coloca seu salão na rota dos maiores

Porsche Panamera é o grande destaque do Salão de Xangai, onde faz sua primeira aparição pública

O Salão de Xangai abriu suas portas à imprensa nesta segunda-feira (20) em um cenário bem diferente do que estávamos acostumados a ver até 2008. Nos últimos meses, a China ultrapassou os Estados Unidos em vendas e tornou-se o maior mercado mundial de automóveis. E não para por aí: neste ano, o país mais populoso do mundo pretende quebrar a barreira dos 10 milhões de carros vendidos. Essa fantástica posição, frente às combalidas indústrias de carros dos EUA e da Europa, explica o motivo de tanta euforia neste 13º Shanghai International Automobile Industry Exhibition.


A China é cada vez mais o centro de atenção das marcas de todo mundo. Basta ver que 13 modelos tiveram aqui seus lançamentos mundiais. Para nós, brasileiros, o mais aguardado, sem dúvida, foi o Porsche Panamera. Por que lançar esse fantástico esportivo no Salão de Xangai? Porque a China já representa o segundo mercado para a marca alemã, perdendo apenas para os Estados Unidos e se firmando à frente da Alemanha.

Do tamanho de quatro Anhembi (pavilhão utilizado para o Salão de São Paulo), o espaço escolhido para a mostra chinesa é impressionante. Apesar de as estrelas serem os automóveis, o local reúne também caminhões, veículos comerciais, peças e serviços. São 1300 expositores de 21 países.

A Chery, uma das marcas mais famosas por aqui, preparou dois lançamentos para o Shanghai Auto Show: um deles é o A3, um sedã médio de 4 portas. A fabricante asiática lancou também um compacto de desenho moderno, o Riich M1. Para nós, a maior novidade da marca chinesa será sua estreia em nosso mercado, em junho, com o Tiggo, um SUV 4x2 de porte médio, motor 2.0 e transmissão mecânica. O lançamento chegará completo, com duplo airbag, ABS, som com MP3, trio elétrico, rodas de liga leve e preço em torno de R$ 49 000. Vai bater de frente com o Ford EcoSport.

A Chery não vai parar por aí e fará mais dois lancamentos no Brasil em 2009. Para setembro, estão previstos os compactos QQ 1.1 e Face 1.3 (chamado de A1 na china). Os carros custarão R$ 24 000 e R$ 30 000, respectivamente, em suas versões completas. Em seguida, o A3 também deve vir. A marca chinesa pretende vender 2 500 unidades neste ano no Brasil e está com sede: quer atingir 10 000 unidades anuais até 2010. Com uma das fábricas da marca no Uruguai, a intenção é produzir no Mercosul e trazer ao Brasil.

A marca Chery ocupa a quinta posição no mercado chinês, apesar de no acumulado de janeiro e fevereiro de 2009 estar em sexto lugar. A primeira do ranking chinês é a Volkswagen, seguida de Hyundai, Toyota, Honda e Nissan. Na China, todas as marcas estrangeiras precisam de sócios locais para entrarem no mercado. A Chery é 100% nacional, uma empresa estatal, e a número um no ranking de produção e vendas das marcas chinesas.

No Brasil, a Chery está chegando por intermédio do grupo JLJ, ligado ao ramo de alimentação, com sede em Salto, interior de São Paulo. Trata-se de um gigante na área de prestação desse tipo
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